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Histórico
Comecei a ler quadrinhos assim que aprendi a ler, aos 7 anos de idade. Não me lembro exatamente com o que comecei, mas lembro que naquela
época já lia Turma da Mônica, Disney e super-heróis. Por volta dos 12 anos de idade, eu já tinha uma
coleção de aproximadamente 200 gibis, e alguns amigos me pediam que os emprestasse. Senti a necessidade de catalogar minha
coleção, para controlar os indesejados empréstimos. Daí surgiu a primeira versão do Sala de Justiça: um
caderno onde eu anotava os títulos e os números de edição de tudo que eu tinha. Vamos chamar essa versão de
Proto-Sala de Justiça.
Passados alguns anos, já no Ensino Médio, aprendi os princípios da programação de computadores. Pascal,
Clipper. Bons tempos! Como já havia abandonado o nada prático Proto-Sala de Justiça, imaginei que estava de hora de migrar
para o meio digital. Durante alguns anos, experimentei diversos programas disponíveis na internet para catalogação de gibis,
mas nenhum se encaixava no que eu queria. Comecei a usar muitos deles, mas sempre desistia, o que me levava a passar um tempo desanimado com a
idéia. Podemos chamar esse período de Era da Legião do Mal.
Então decidi criar o meu sistema eu mesmo. Eu programava um pouco em Delphi, e inicialmente quis criar uma versão desktop. Mas nunca
cheguei a terminar a versão Pré-Sala de Justiça, porque eu achava a programação para desktop
complicada, limitada, ultrapassada e entediante. Assim nunca consegui sequer me aproximar do que eu realmente queria para o sistema.
Em 2005, fui trabalhar como desenvolvedor web nos Correios. Lá aprimorei meus conhecimentos básicos de desenvolvimento de sistemas
nessa maravilhosa plataforma que é o browser web. Prática, compatível (em teoria) com qualquer sistema operacional e
acessível sem instalação de programas adicionais. Foi aí que finalmente tive a idéia de criar o Sala de
Justiça, a versão 1.0, rodando apenas localmente em minha máquina.
Mais ou menos um ano depois, trabalhando nas horas vagas, terminei uma versão funcional do sistema. Comecei a catalogar minha
coleção e fui aprimorando o sistema conforme ia sentido a necessidade. Por isso o sistema tem a minha cara, atendendo a todas as
minhas manias de colecionador. Em novembro de 2008, achei que o sistema estava maduro o suficiente para o passo mais ousado de sua longeva
carreira: a web! Foi aí que surgiu o Sala de Justiça 2.0, que orgulhosamente apresento e coloco à
disposição da comunidade online.
Como você pode ver, esse é um sistema dinâmico, que me acompanhou ao longo de muitos anos, e aadaptou-se a cada fase de minha
vida. Espero que ele possa ter um papel parecido para cada um que se dispor a utilizá-lo e me ajudar a aprimorá-lo. Agora na web, o
Sala de Justiça não é apenas mais meu, é de todos que o quiserem. Estou aberto a sugestões e espero
torná-lo ainda melhor com isso, sempre.
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